sábado, 24 de novembro de 2012

ESPECIALISTA ESCRITURA /METALINGUAGEM/ SEGUNDO CARLOS DRUMOND ANDRADE

Exorcismo
Carlos Drummond de Andrade-PALESTRANTE NA UNIVERSIDADE FEDERAL RIO DE JANEIRO- AV.CHILE -RJ


Das relações entre topos e macrotopos
Do elemento suprassegmental,
Libera nos, Domine.
Da semia
Do sema, do semema, do semantema,
Do lexema,
Do classema, do mema, do sentema,
Libera nos, Domine.
Da estruturação semêmica,
Do idioleto e da pancronia científica,
Da realibilidade dos testes psicolingüísticos,
Da análise computacional da estruturação silábica dos falares regionais,
Libera nos, Domine.
Do vocóide,
Do vocóide nasal puro ou sem fechamento consonantal,
Do vocóide baixo e do semivocóide homorgâmico,
Libera nos, Domine.
Da leitura sintagmática,
Da leitura paradigmática do enunciado
Da linguagem fática,
Da fatividade e da não-fatividade na oração principal,
Libera nos, Domine.
Da organização categorial da língua,
Da principalidade da língua no conjunto dos sistemas semiológicos,
Da concretez das unidades no estatuto que dialetaliza a língua,
Da ortolinguagem,
Libera nos, Domine.
Do programa epistemológico da obra,
Do corte epistemológico e do corte dialógico,
Do substrato acústico do culminador,
Dos sistemas genitivamente afins,
Libera nos, Domine.
Da camada imagética
Do estado heterotópico
Do glide vocálico
Libera nos, Domine.
Da lingüística frástica e transfrástica,
Do signo cinésico, do signo icônico e do signo gestual
Da clitização pronomial obrigatória
Da glossemática,
Libera nos, Domine.
Da estrutura exossemântica da linguagem musical
Da totalidade sincrética do emissor,
Da lingüística gerativo-transformacional
Do movimento transformacionalista,
Libera nos, Domine.
Das aparições de Chomsky, de Mehler, de Perchonock
De Saussure, Cassirer, Troubetzkoy, Althusser
De Zolkiewsky, Jacobson, Barthes, Derrida, Todorov
De Greimas, Fodor, Chao, Lacan et caterva
Libera nos, Domine.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LETRAS-HERMENÊUTICA

NORMATIVA GRAMATICAL


Estrutura das Palavras/Morfologia:





De acordo com a NGB, a Morfologia estuda a estrutura e formação dos vocábulos, a flexão das palavras e sua classificação. Encarrega-se, portanto, de una extensa gama de assuntos, constituindo, ao lado da Sintaxe e da Fonética, uma das três partes fundamentais da Gramática, conforme a descrição mais tradicional ainda em vigor(os linguíticos modernos conferem uma atenção especial à Semântica).



Valendo de uma definição mais simples, podemos enunciar que a Morfologia(morphe + logos + ia) é o estudo das formas significativas de um sitema linguístico. Enquanto a Fonética se preocupa com a estrutura sonora dos vocábulos, a Morfologia trata de aspecto formal das palavras, além de estabelecer, com o apoio da Sintaxe, as diversas classes pelas quais estas se distribuem, conforme as características que apresentem e as interrelações que configurem entre si.







"Gramática Crítica-À normativa-Leitão,L.R.":...Advirta-se a obrigatoriedade da Crase.








"O saudoso mestre SAID ALI(1931)esclarece em magnífico estudo intitulado "O acento à"- que nem sempre a acentuação da vogal resulta de um autêntico fenômeno de contração. Por tradição da língua e face à eventual ambiguidade gerada por certas construções, tornou-se praxe o emprego do acento grave nas expressões formadas com vocábulos femininos. Concordamos plenamente com tal posição, expressamente subscrita por Bechara(1977) e Lima(1984).





DIREITO/COMUNICAÇÃO







"...O que pertuba os homens não são as coisas mas os seus julgamentos



sobre elas..." "Epiteto"



Segundo Epiteto, escravo-filósofo do primeiro século, temos que distinguir entre as coisas que dependem



de nós e as que não dependem. Apenas atendendo ao que depende de nós poderemos atingir a verdadeira



tranquilidade do sábio. Tudo podemos perder, diz Epíteto:saúde, família, fortuna, amigos, reputação e a



própria vida. Nossas opiniões, nossos julgamentos, no entanto, são nossa propriedade exclusiva. Não



importa quais sejam as coisas ou os fatos, somos senhores de uma opinião ou de um julgamento sobre



eles. O uso dessas representações depende só de nós. Contormamos ou podemos controlar nossas



opiniões ou julgamentos ainda que não possamos controlar as coisa ou os fatos. Aí reside então a



verdaira liberdade do sábio.[Epiteto,Entretiens. In:Les stoiciens.Paris,Gallimard?Pléiade,1962/Epstein,Isaac.ed.ática]




O que são, no entanto, nossos julgamentos e nossas opiniões sobre os fatos, senão, de algum modo, o que estes fatos "significam" para nós?
A transmissão de significados constitui o fluxo intersubjetivo pelo qual circula a cultura. A experiência vivida, o real sentido, percebido ou compreendido, o mundo do real ou do imaginário, das teorias científicas ou dos mitos, enfim, da vigília ou do sonho, é mediado de homem a homem por entes capazes de impressionar nossos sentidos: os
signos
.
Estes, porém, apontam para fora de si, são presenças que marcam ausências, e são precisamente estas ausências, ou seja, os "signicados" destes signos, aquilo que constitui a seiva da cultura humana.
A própria produção, circulação e consumo de bens e serviços, em suma, a própria "necessidade" destes bens e serviços para além do limite da mera sobrevivência biológica, está intimamente vinculada ao que estes bens e serviços "significam" em determinada cultura ou civilização
Segundo Peirce, um signo é signo quando há alguém que possa interpretá-lo como signo de algo. O significado é então a interpretação desse signo, que, por sua vez, indica um objeto.
O significado é a "outra" face do signo, a face invisível, a "outra coisa" pela qual está o algo".

Tags: Comunicação, Linguística, Semiótica







LÍNGUÍSTICA



O QUE É LINGUÍSTICA





Em geral, define-se a linguística como a ciência da linguagem ou como o estudo científico da linguagem. A atribuição de caráter científico à línguística leva, antes de mais nada, a uma indagação sobre o próprio conceito de ciência, e, em seguida, a uma especificidade das características fundamentais que atribuem cientificidade ao estudo linguístico. Por sua vez, a colocação da linguagem como objeto de estudo da linguística e exige dois tipos de esclarecimentos: (1) sobre o real objeto de estudo linguístico, e (2) sobre o que se entende por linguagem, nesse contexto. Só depois de precisados os valores dos termos ciência e linguagem, e esclarecido qual o objeto de estudo da linguística, é que a definição acima poderá ser bem compreendida
O conceito de ciência, assim como o de método científico, tem sido objeto de controvérsia através dos tempos, e evoluiu de modo significativo do século passado até agora. Para se ter uma ideia clara, se bem que resumida, das atuais posições antagônicas sobre o assunto, é útil uma digressão sobre as três grandes correntes da filosofia moderna(considerando-se como filosofia moderna a que se iniciou no século XVII com Decartes e foi até o século XIX) - o racionalismo cartesiano , o empirismo inglês e o idealismo alemão -, e sobre o positivismo, que é uma corrente filosófica moderna tributária do empirismo.

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Com relação ao objeto do estudo da linguística, deve-se dizer que esta ciência lida tanto com línguas particulares, isto é, entidades individuais, como com a natureza geral destas mesmas línguas particulares, tentando responder a dois tipos de perguntas (a) o que as diferentes línguas humanas têm em comum e o que as diferencia entre si?; (b) o que há nas línguas humanas que lhes atribui caráter único e as distingue dos demais sistemas de comunicação? Considerando que a linguagem será definida como o que há de comum às diferentes línguas, conclui-se que a linguística tem um duplo objeto: o estudo da linguagem em geral e o estudo das diferentes línguas(ou, especificamente ainda, da gramática das diferentes línguas).

A Linguagem de que trata a linguística é específica ao homem não tendo equivalente pleno entre os animais. Além disso, é universal, no sentido de que qualquer humano normal é capaz de aprender pelo menos uma das suas manifestações nas diferentes línguas particulares. Saussure já havia caracterizado a linguagem como sendo também umma faculdade humana, mas sem precisar suas propriedades estruturais específicas, o que vai ser feito por Chomsky. ...............................................................................
Chomsky sugere que o estudo da mente humana seja feito segundo as mesmas linhas da estrutura física do corpo. O orgão a se considerar é o cérebro e os sistemas , ou estruturas, a analisar são os integrantes da mente - os órgãos mentais, ou sistemas cognitivos, ou sistemas mentais. O raciocínio de Chomsky é o seguinte: esses sistemas compartilham uma série de características com os sistemas do desenvolvimento físico - são igualmente intrínsico ; têm também desenvolvimento muito uniforme na espécie humana, mas com certa variação decorrente da experiência de indivíduo, dentro dos limites de variação permitidos pela programação genética. Logo, por que estudá-los de modo diferente dos sistemas do desenvolvimento físico, isto é , como não sendo inatos ou como não sendo modulares? O lógico é estudar a mente humana segundo os mesmos parâmetros do estudo da estrutura física . Mas quais são esses sistemas cognitivos? São, por exemplo, a faculdade de linguagem; a faculdade de desenvolver certas formas de compeensão matemática ( o sistema numérico , o espaço geomético abstrato, a continuidade, etc.), que na verdade faria parte da habilidade humana de desenvolver conhecimento científico em certos domínios; a habilidade de identificar traços da personalidade dos indivíduos a partir de breves contactos; a habilidade de criar formas artísticas com base em certos princípios de estrutura e organização, etc.
Nessa concepção, a faculdade de linguagem é então tratada como um dos órgão mentais, ou estruturas cognitivas, que integra a mente humana, e estaria , nas línguas reais, em interação com os demais órgãos mentais de funções e propriedades diferentes. Um exemplo dessa interação é a noção de substantivo: pertence à linguagem, mas se associa à noção de coisa, que é uma categoria do sistema de crenças "de bom senso" sobre o espaço físico e os objetos que ele contém.......................................................................

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Para Saussure, a faculdade de linguagem se manifesta nas diferentes línguas, e cada língua, por sua vez, se dicotomiza em dois níveis - o da langue e o da parole. A langue representa o sistema de linguístico coletivo de qualquer realização física indiviual, sendo constituída apenas de potencialidades, virtualidades. A parole representa as manifestações individuais da langue em atos de fala específicos. Logo, a langue sendo um sistema coletivo representado no cérebro dos falantes, é um fato social("é a parte social da linguagem, exterior ao indivíduo, que sozinho não pode nem criá-la nem modificá-la"). A parole, ao contrário é o inidvidual.

Chomsky substitui e essa dicotomia langue parole pela dicotomia competência/desempenho . A competência corresponderia , grosso modo, à langue. Sua diferença está em que a competência não é um fato social, pois é o conhecimento que o falante tem do sistema linguístico de sua língua. O desempenho já se aproxima mas da noção de parole, pois ambas essas noções designam o ato linguístico indiviual.

A substituição da dicotomia langue/parole pela dicotomia competênca/desempenho pode ser vista como uma mudança na perspectiva filosófica da teoria linguística: na visão saussuriana, as línguas são, antes de tudo, instituições humanas visando à interação social, ao passo qua na visão chomskiana, antes de ter a função comunicativa, as línguas têm em a função de ser expressão do pensamento(função cognitiva).


Lobato, L.M.Pinheiro *vigilia










O GERATIVISMO






Com as publicações de Noam Chomsky (1957, 1965 e anos seguintes), linguística americano do Massachusetts Institute of Teachnology(MIT), surgiu uma nova corrente linguística - o gerativismo, frequentemente denominado gramática transformacional , ou gramática gerativa, ou gramática gerativo-transformacional- que constitui uma tentativa de formalização dos fatos linguísticos, isto é, de tratamento matemático - preciso e explicito - das propriedades das línguas. Ela foi denominada gerativa exatamente por ser um sistema de regras e princípios formalizado ou explicito,o que significa que essas regras e princípios só podem ser operados sob condições específicas, sendo, no entanto, automaticamente aplicados desde que satisfeitas essas condições. O efeito desse sistema de regras e princípios será a caracterização da classe potencial infinita das sentenças de uma língua natural, com consequente atribuição, a cada uma dessas sentenças de uma língua natural, com consequente atribuição, a cada uma dessas sentenças, de uma descrição estrutural que represente suas propriedades fonéticas, sintáticas e semânticas. Logo, o termo gerativo também se relaciona com a noção de criatividade, mas não exclusivamente. Para uma gramática seja gerativa é preciso que traduza o aspecto criativo da linguagem por meio de regras e processos explicitos, precisos e de aplicação automática. Apesar de ter surgido como uma reação ao descritivismo(ou linguística taxionômica) bloomfieldiano, em alguns aspectos a teoria de Chomsky foi influenciada pelos trabalhos descritivista americano Zellig S. Harris, do qual Chomsky foi aluno. Em outros aspectos, essa teoria revive o pensamento Cartesiano dos séculos XVII e XVIII. em outros ainda, ela se aproxima do estruturalismo europeu.

A primeira exposição a respeito dessa nova corrente encontra-se em Syntatic Structures, livro publicado por Chomsky em 1957.Nele, o autor examina três modelos de estudo da língua. Os dois primeiros são estruturais, um derivado da teoria da comunicação e outro baseado na análise em constituintes imediatos. Ambos são considerados inadequados. A partir dessa conclusão, Chomsky propõe um outro, que acrescenta à análise de estrutura em constituinte (também institulada estrutura sintagmática) a noção de transformação gramatical(daí gramática transformacional).



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